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Por mais debatido e alvo frequente de estudiosos de administração de empresas, o tema liderança sempre foi e sempre será atual e enriquecedor, pois está constantemente trazendo novos enfoques ao universo corporativo.


Todos nós sabemos que um líder eficaz, além de características e habilidades pertinentes à função que exerce deve:




Foto de olia danilevich



Entretanto, será que as organizações projetam essas competências para seus líderes? O que elas esperam realmente dos profissionais responsáveis pela condução de suas equipes de colaboradores?


Frente à concorrência cada vez mais acirrada, cabe ao líder tornar sua equipe de colaborados ainda mais competente e com níveis elevados de qualidade na prestação dos serviços. Para tanto, ele deverá despertar em seus colaboradores o desejo constante da autossuperação, do ?querer fazer? e de se sentirem como ?donos do negócio?. E todos esses sentimentos podem ser resumidos em um só nome: engajamento. Mas, não basta o líder promover o engajamento entre seus colaboradores se ele próprio também não compactuar com o grupo, pois, segundo uma pesquisa realizada pelo Tower Perrin ? ISR, o engajamento dos colaboradores tem um impacto direto na performance financeira das organizações na ordem de 30% ou mais.


Além de engajamento, as organizações esperam que seus líderes sejam capazes de construir o futuro. Isso significa que ele deve ser um profissional visionário, capaz de projetar a empresa para 10 ou 20 anos. Da mesma forma, consegue que seus colaboradores tenham a mesma visão e, portanto, sigam motivados na direção estabelecida.


Liderança não se resume a gestão de processos, mas à capacidade de inspirar e engajar pessoas. Saiba mais no artigo ?Você está liderando ou apenas gerenciando? O Guia para inspirar sua equipe com transparência e propósito?.


Entretanto, para chegar a essa visão de futuro, o líder deverá saber como conduzir seus colaboradores de forma que eles executem e concretizem os planos, colocando em prática suas estratégias de médio e longo prazo.


Sempre envolvendo e motivando seus colaboradores, o líder deve ser capaz de reconhecer e reter os talentos que estão ao seu lado, pois entende que estes agregam valor à organização. Além disso, ele sabe delegar e criar um ambiente ao mesmo tempo desafiador e motivador.


Grandes líderes sabem que o verdadeiro poder está no conhecimento compartilhado. Descubra como fortalecer sua equipe no artigo ?O Bom Líder Gera Conhecimento Coletivo?.


Finalmente, as organizações esperam que os profissionais que exercem funções de liderança saibam construir a sustentabilidade. Isso significa que são pessoas que compreendem a necessidade que a organização tem de caminhar e seguir forte por si mesma, independentemente de quem ocupa as funções-chave. Isto porque as empresas querem líderes capazes de compreender que sustentabilidade significa estar preparada para as possíveis mudanças do mercado e todos os demais imprevistos que possam surgir, sejam eles financeiros, políticos ou ligados ao seu quadro de profissionais.


Segundo o professor e consultor Herbert Steinberg, ?o que permeará a liderança é a capacidade do executivo de implantar uma cultura de longo prazo na empresa para que ela se sustente e funcione inclusive sem ele?.


Para o também professor Aldemir Martins, ?as empresas que se sustentam por mais tempo são as comandadas por pessoas que têm identificação com os preceitos básicos da organização?.



Líder de si mesmo


O líder que as organizações buscam não é aquele que apenas traga bons resultados. Elas querem profissionais que construam parcerias sólidas no cenário interno e externo, capazes de influenciar pessoas e que, acima de tudo, sejam líderes de si mesmos.


Segundo José Valério Macucci, ex-professor do Ibmec São Paulo, consultor de empresas e ex-diretor de desenvolvimento de pessoas do Banco Itaú, o conceito de liderança evoluiu e hoje não se trata mais de fazer um curso de gerenciamento de equipes. É preciso ir mais além. Para começar, Macucci aconselha o líder de hoje responder a seis perguntas:


  1. Quais são os produtos e serviços que entrego e para quem?
  2. Como estabeleço relações de identidade com meus clientes? 
  3. Quais resultados dou?
  4. Sou um exemplo e uma referência na gestão de pessoas (não apenas na minha equipe)?
  5. Qual o meu ponto de equilíbrio?
  6. Sou dono da minha agenda?


Para o consultor Pedro Mandelli, ter essas respostas já é um indício que o profissional está trilhando o caminho correto. Entretanto, mais do que ter as respostas, é preciso compreendê-las. Por exemplo: muito mais do que simplesmente saber o que sua empresa produz, o líder deve conhecer o conceito daquilo que ela faz. Para descobrir esse conceito, Mandelli recomenda que o profissional converse com pessoas de todas as áreas da organização para compreender qual a parte delas no todo. Após esta primeira etapa de descobertas, o ideal é estudar o mercado de atuação da organização para descobrir como a concorrência age e, a partir disso, fazer melhor e levar novas ideias às pessoas que conheceu na organização, independentemente se elas são ou não de sua área de atuação.


O último passo é conquistar definitivamente o cliente. Isso quer dizer construir um relacionamento sólido e verdadeiro com ele, importando-se verdadeiramente em suprir suas necessidades, superar suas expectativas e ter sempre na mão uma solução para seus problemas.




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