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Quais devem ser as principais características de um líder? Para a grande maioria dos estudiosos do assunto, o líder deve ser carismático, saber valorizar seus colaboradores, motivar sua equipe, saber ouvir e dar feedback contínuo. Mas, o mais importante é que ele deve ter paixão pelo que faz, coordenando e executando suas tarefas com dedicação ímpar, reinventando-se diariamente e transformando o cotidiano numa estimulante aventura.



Foto de Maxim Landolfi



Como afirmam C.K. Prahalad e Gary Hamel no best-seller Competindo pelo Futuro, as empresas realmente moldadas para durar são aquelas que vivem cotidianamente o processo de reinvenção. Já as empresas que não conseguem ter essa visão, são exatamente as que estão perdendo espaço no mercado.


Com base nesse conceito e num universo comercial de transformações permanentes, cabe ao líder administrar sua própria mudança ou reinvenção. Reinventar é inovar e nunca foi tão importante a inovação no mundo dos negócios.


Em um artigo desenvolvido exclusivamente para o Portal HSM (http://br.hsmglobal.com), Rafael Garrid, sócio da everis, consultoria multinacional que oferece soluções de negócios globais e tecnologia da informação, a inovação é a nova matéria que deve ser incluída nas empresas. 



?Muito além de uma moda, chegou para ficar. Como o resto das cadeiras dos cursos de graduação, a inovação tem evoluído com o tempo até alcançar um nível de maturidade tal que sua inclusão na empresa é tão certa quanto necessária?, afirma Garrid.



Conforme o consultor relembra, nos últimos 50 anos a inovação evoluiu rapidamente, deixando de ser privilégio apenas de alguns poucos escolhidos, inspirados ou artistas, para se tornar acessível a qualquer um que queira inovar, desde que se respeitem as condições e técnicas adequadas para liberar todo o potencial das pessoas envolvidas.


Garrid recorda ainda que, tempos atrás, acreditava-se que os processos de inovação deveriam ser executados em locais distantes e com informações sigilosas; já hoje, se sabe que quanto mais atores estiverem envolvidos no processo, mais ideias serão obtidas, assim como melhores resultados, com menor investimento e risco.


Outra observação interessante feita pelo consultor é quanto à definição de inovação, que também sofreu mudanças significativas ao longo dos anos. Se antes se associava a inovação ao lançamento de novos produtos e serviços, hoje, seguindo as diretrizes do Manual de Oslo, devemos pensar na inovação de modelos de negócio, processos e no modo como as empresas organizam e fazem a gestão de seus recursos humanos.


Para que a inovação tenha impacto real, é fundamental que esteja alinhada a um planejamento estratégico sólido. Saiba mais no artigo ?Você Sabe a Importância do Planejamento Estratégico??.



Inovação em tempos de crise


Enquanto para uns a crise econômica chegou para abalar todas as estruturas, para outros ela nada mais foi do que um fator motivacional para a inovação. Nigel Pine, ex-chefe de treinamento e desenvolvimento da BBC de Londres, defende que é em momento de retração que os que sabem inovar irão se destacar. 



?É nessa hora que a empresa deve pensar sobre o que está fazendo e por que se está fazendo ? além de ser uma boa maneira de manter os melhores funcionários focados e com bom desempenho?, afirma Nigel Pine.



Entretanto, cabe também ao líder ter consciência que a inovação exige boa vontade e persistência, pois é um caminho que lida com mudanças de cultura e de paradigmas. Segundo Roberto Lopes, diretor-superintendente da Essencis, empresa de soluções ambientais, um dos principais pontos da inovação deve ser justamente o de investir nas pessoas. Para exemplificar, ele conta que, no final de 2007, a empresa sentiu que era hora de se reinventar, caso contrário deixaria de ser líder no mercado nacional de soluções ambientais integradas no tratamento e destinação final de resíduos industriais. A ideia era criar um novo mercado para inserir um novo produto. Isso implicava em diversificar seus clientes, na maioria indústrias químicas e petrolíferas, ampliando sua carteira para outros setores e órgãos do governo.


Entretanto, no meio do caminho chegou a crise econômica, que na realidade serviu para consolidar e ampliar o processo. 



"Na verdade, o que mudamos no nosso programa de inovação foi ampliá-lo. A crise afetou os mercados tradicionais e ficou premente desenvolver novos nichos. Então, a cultura de inovação que vínhamos desenvolvendo foi imprescindível. Já estávamos com a equipe preparada. Sentimos a crise, mas ela não nos derrubou, apenas revimos algumas estratégias, mas nada que abalasse nossos investimentos ou nosso viés de crescimento", afirmou Lopes em entrevista para a revista Melhor Gestão de Pessoas.



A inovação e a adaptação digital são essenciais para manter a competitividade no mercado. Descubra estratégias para essa transformação no artigo ?A Transformação Digital dos Negócios: Caminhos para Adaptação e Desenvolvimento de Novas Competências?.


Como afirma Garrid, até mesmo os tipos de inovação foram se modificando ao longo do tempo. Hoje, por exemplo, implantar uma cultura diferenciada na empresa já é inovar, assim como descobrir novas aplicações para antigos conceitos e práticas. Para ele, a questão da inovação é tão importante para o sucesso das organizações que o tema deveria ser matéria em institutos e universidades. Daí a necessidade de se definir os conceitos de inovação de produto, inovação de processos e a inovação do modelo de negócio.



?Outra vantagem do processo de inovação é o fato de que ele pode unir matérias e assuntos totalmente diferentes, gerando benefícios para empresas, produtos e pessoas, ao

mesmo tempo?, encerra o consultor.




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