O verdadeiro líder nasce pronto ou pode ser ?lapidado?? Há quem diga que a liderança é algo nato em poucas e privilegiadas pessoas; outros acreditam que é possível, com preparo e dedicação, alguém tornar-se líder. Um dos maiores defensores desta última idéia é o ex-prefeito de Nova York, Rudolph Giuliani, que assumiu como ninguém o papel de líder eficaz na crise desencadeada após os atentados do World Trade Center em 11 de setembro de 2001.
Giuliani acredita que a formação de um líder está diretamente ligada aos fatores externos como formação escolar, exemplo dos pais, educação doméstica e experiência profissional.
Mas há algo em que todos concordam: a liderança eficiente se faz baseada em positividade. De nada adianta um líder treinado, capacitado e especializado se na prática ele não consegue inspirar ninguém de seu grupo. Para isso, é preciso estar constantemente se auto-analisando, para evitar cair na negatividade.
Durante sua visita ao Brasil, Giuliani falou sobre o assunto e elencou sete princípios que para ele são essenciais na liderança positiva. Leia e observe onde você pode estar errando:
Visão - o líder deve saber quem ele realmente é e no que verdadeiramente acredita. Ele deve conhecer sua essência e o que representa para sua equipe, liderando através de idéias, de uma visão clara e de princípios estabelecidos, pois é a partir da visão do líder que os colaboradores decidirão se irão ou não segui-lo. Além disso, o líder deve ter atitudes condizentes com suas metas e objetivos e ser fiel às suas idéias.
Otimismo - o otimista é aquele que consegue manter uma postura positiva mesmo em meio a um turbilhão de problemas, encontrando soluções para superá-los. Para o líder otimista, as adversidades nada mais são do que desafios que devem ser encarados com competência e inteligência.
Coragem - ao contrário de não ter medo, ter coragem é saber lidar com o medo, assumindo riscos e inspirando seus colaboradores a seguir o seu exemplo.
Preparação - um líder verdadeiramente preparado, e positivo sempre está pronto para o pior. Isso não tem nada a ver com negatividade ou pessimismo e sim com a capacidade e competência de antever os problemas, solucionados em tempo recorde.
Trabalho em equipe - alguns líderes são ótimos quando estão sozinhos. Mas a liderança eficaz se faz com respeito à importância do trabalho em equipe e a consciência de que ninguém consegue nada sozinho. Como qualquer outro profissional da organização, o líder também tem seus pontos fracos e por isso ele deve contar com pessoas que compensam isso, equilibrando forças e fraquezas.
Comunicação - um líder deve saber transmitir suas idéias às mentes e aos corações das pessoas. Comunicar é algo simples: consiste em falar com pessoas e entender que só conseguimos atingir metas quando compreendemos os outros.
Amor - para falar de amor, Giuliani dá um exemplo bastante interessante: ir a casamentos é opcional, mas ir a funerais é obrigatório pois é lá que as pessoas mais precisam de nossa presença. Mas, infelizmente, estamos sempre fazendo ao contrário e talvez esta seja a hora de revermos estes conceitos. Um verdadeiro líder ama o que faz e as pessoas que estão sob sua responsabilidade. Somente o amor sincero pelos colaboradores será capaz de conquistá-los, ganhando seu apoio e confiança.
Ser positivo é despertar a confiança
O líder positivo é aquele que consegue despertar a confiança de seus colaboradores. Para tanto, quatro premissas são básicas: credibilidade, receptividade, abertura e coerência.
A credibilidade é o primeiro elemento para gerar confiança entre as pessoas. E só dispõe de credibilidade quem age exatamente como pensa. A curto prazo, seus colaboradores podem até não perceber tamanha discrepância entre o agir e o pensar, mas a longo prazo pode se tornar um elemento detonador da relação entre o líder e sua equipe.
No quesito receptividade vale lembrar que absolutamente ninguém, especialmente seus colaboradores, gostam de ser julgados, criticados ou menosprezados. Se existe motivo para chamar a atenção de algum deles, isto deve ser feito de forma reservada e somente conversar sobre o desempenho profissional da pessoa.
Observe também que as pessoas têm tendência a cooperar de forma mais eficiente com quem elas se identificam ou se igualam, com quem lhes ?conta a história completa?, sem esconder nenhum detalhe, mesmo os desfavoráveis.
De maneira geral, as pessoas podem aceitar boas e más notícias, mas não gostam de serem pegas de surpresa. Assim, quando houver mudanças nos planos e isso for afetar alguém, esta pessoa deve ser a primeira a saber das alterações. Dessa forma, toda a equipe manterá uma postura de respeito justamente por causa da abertura do líder.
A última premissa na construção da confiança é a coerência. Embora tenha muita semelhança com a credibilidade, a coerência significa dizer e fazer aquilo que se acredita, sendo franco, honesto e verdadeiro. Enquanto a credibilidade trata sobre o cumprimento daquilo que ficou prometido.
?Um verdadeiro líder ama o que faz e as pessoas que estão sob sua responsabilidade.?
Treinamento e autoconhecimento
Como foi visto, o exercício da liderança positiva exige uma série de competências, atitudes e comportamentos.
Além disso, e talvez o mais importante, exige um rigoroso trabalho de autoconhecimento. Ao nos analisarmos verdadeiramente poderemos perceber onde estão nossos erros e nossos acertos. Há um grande número de líderes no mercado, com todos os requisitos, elementos, conhecimentos e competência para liderar, mas que simplesmente não conseguem ir em frente na execução da liderança. Isto ocorre porque não demonstram firmeza emocional para lidar com a realidade. Quando um líder se conhece ele aceita e trabalha seus pontos fracos, sendo firme e justo com as pessoas que não estão desempenhando bem suas funções. Graças a sua positividade, ele deve se adaptar à realidade de seus colaboradores, tendo sempre em mente o bem estar e o progresso da equipe e os objetivos esperados pela corporação.
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