Quem sou quando gosto, desgosto ou me sinto acuado? Um autor desconhecido disse: Eu não sou um, eu sou vários, e em todos eles eu quero poder me conhecer.
O que mais temos ouvido nos últimos tempos é sobre o poder do autoconhecimento ? a importância de se conhecer, entender seu jeito, suas manias, pensamentos, condutas e ações.
Mas, pare reflita: você seria capaz de amar alguém que não conhece? Bem, por mais que eu seja solidário, humanista e extremamente sociável, não posso dizer que amo quem não conheço. Assim agimos em relação a nós mesmos também. Como podemos nos amar se sequer nos conhecemos verdadeiramente?
Ah, não é bem assim? Então me responda de bate-pronto:
Quais são as suas qualidades e defeitos?
Quais são as suas preferências, gostos e virtudes?
Diante do cenário atual como o de pandemia e pós pandemia, quais sentimentos você tem apresentado: medo, angústia, insegurança, confiança, fé?
Você está estressado com o trabalho remoto, misto, híbrido ou está aceitando bem as novas condições?
Como tem se sentido em relação ao isolamento?
Afinal de contas : Quem és tu?
Provavelmente é bastante difícil desenvolver uma relação honesta e saudável com essa pessoa desconhecida, e que nem mesmo entende suas próprias emoções, não é verdade? Se você não reconhece o que sente, como poderá gerenciar-se emocionalmente? Se você não se percebe em momentos de ira, de inquietação ou melancolia, como poderá canalizar tais sentimentos e eliminá-los de maneira assertiva?
Sem medição não existe gestão (nem emocional e nem em qualquer outra área). Pois então, reflita mais uma vez: como é possível desenvolvermos uma relação de amor e respeito por nós mesmos se não nos conhecemos? Por isso, o autoconhecimento é tão importante em nossas vidas. E me desculpe se pareço clichê.
O autoconhecimento, ou, o conhecimento sobre nós mesmos, permite que tenhamos total controle sobre as nossas emoções, sejam elas positivas ou negativas. No Filme Divertidamente de Peter Docter,( não sei se você já o assistiu) contemplamos a importância de aceitar e entender que sentimentos que consideramos negativos como tristeza e a angústia são combustíveis fundamentais para uma vida mais sensata e plena, devemos apenas senti-la, ou, equilibrá-la com dosagens certas. Resumidamente, no controle do nosso cérebro precisamos dar espaço tanto para a Alegria como para a Tristeza, sabendo refleti-las, usá-las e expressá-las para nosso crescimento emocional.
Outra contribuição incrível sobre o tema foi de nosso ilustre professor Augusto Curi:
"Aprender a gerenciar as emoções e os pensamentos perturbadores faz toda a diferença para uma vida física e mentalmente saudável. "
E como fazer isso? Simples: por meio da gestão emocional, que é resultante do autoconhecimento. Essa habilidade permite equilibrar os sentimentos estressantes, entre eles a baixa autoestima, a inquietude, a frustração, a ansiedade, a instabilidade emocional e outros. Além disso, o autoconhecimento nos possibilita encontrar soluções interessantes, de forma criativa e consciente, sempre que nos deparamos com situações de conflito ou estresse.
Embora eu já vinha falando sobre autoconhecimento por mais de 10 anos, conhecer-se ainda é uma busca que a minoria pratica. Eu continuo em busca de mim, isso tem feito de mim uma pessoa melhor com o passar do tempo.
O autoconhecimento deve ser uma constante e perfeitamente possível de ser adquirido. Ele pode ser adquirido, por exemplo, a partir da percepção de nossos defeitos e qualidades, tanto internos (aqueles que dependem exclusivamente de nós mesmos) quanto externos (aqueles que dependem da opinião de terceiros). Assim, quando se obtém o equilíbrio entre esses fatores, não deixaremos espaço para que a fragilidade nos atinja.
Outra forma efetiva de se conquistar o autoconhecimento acontece por meio do tempo a sós consigo mesmo, da meditação e da reflexão de atitudes, com a finalidade de se detectar os bons e maus pensamentos que determinam os comportamentos e, a partir disso, reforçar as ações positivas e eliminar as negativas. Eu curto meditar correndo , caminhando ou lendo um texto bíblico.
Mas afinal, como desenvolver o tal do Autoconhecimento?
Você já observou que as pessoas que se conhecem são mais seguras e confiantes? Isso acontece porque elas sabem exatamente como reagirão frente aos obstáculos que eventualmente poderão surgir. Entretanto, o autoconhecimento não surge em um passe de mágica, nem mesmo a partir de alguma fórmula pronta, mas por meio de alguns exercícios.
Vamos conhecê-los?
Aceitação ? Uma das maiores dificuldades no exercício do autoconhecimento é o reconhecimento e a aceitação dos próprios erros. Em geral, as pessoas têm a tendência de culpar os outros por seus erros ou ainda ?mascarar? os seus defeitos. Entretanto, a partir do momento que aceitamos e assumimos nossos erros, consequentemente estamos mais próximos de sua correção. Da mesma forma, o ideal é ser verdadeiro quanto aos nossos defeitos e o que desejamos melhorar.
Mudança no padrão comportamental ? Toda mudança exige perseverança e treinamento e os resultados são altamente compensadores quando atingimos esse nível. O que realmente importa é reconhecer nossos pontos negativos para, a partir disso, modificá-los um a um. Mas, reconhecer nossos pontos positivos é tão importante quanto, pois é a partir desse reconhecimento que nos tornamos mais confiantes, cientes daquilo que somos capazes, momento em que podemos nos superar. Algumas pessoas sentem dificuldade também no momento de relacionar suas qualidades, por acreditarem que essa atitude representará algum tipo de prepotência, quando, na verdade, é mais um atributo fundamental do autoconhecimento.
Trazer à consciência ? Esse método é bastante aplicado no processo terapêutico. Se algum momento da sua jornada você já fez terapia, sabe que trazer pensamentos, crenças e comportamentos à consciência é o primeiro passo de qualquer transformação, certo? Logo, ter noção absoluta daquilo que somos capazes reflete até mesmo em nossa aparência, nos transformando em seres confiantes e coerentes. Quando nos deparamos com alguém que está bem consigo mesmo, é facilmente perceptível, não pela roupa que ele usa, mas pelo brilho no olhar que ele apresenta ou ainda pela energia positiva que ele transmite. Isto é autoconhecimento, é a chave para a harmonia interior e a plena realização.
Por fim, o autoconhecimento tem um valor especial para o próprio indivíduo. Uma pessoa que se ?tornou consciente de si mesma?, por meio de perguntas que lhe foram feitas, está em melhor posição de prever e controlar seu próprio comportamento. (B.F Skinner).
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