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Pense rápido: quais são suas qualidades? E seus defeitos?


Com certeza você terá maior facilidade para fazer uma lista enorme de defeitos e muita dificuldade para fazer o mesmo com suas qualidades. Calma! Isso não é motivo para pânico. Não é que você seja uma pessoa que tenha muito mais defeitos do que qualidades. A verdade é que desde pequenos somos penalizados por nossos erros e, pouco valorizados por nossos acertos. Por exemplo: na fase escolar, se fomos bons alunos em todas as matérias, menos em matemática, não houve elogios, mas sim críticas pela disciplina que tiramos notas mais baixas.



Foto de cottonbro studio



Já no mercado de trabalho, quantas vezes deixamos de ser escolhidos para uma determinada função, porque o responsável por nossa avaliação limitou-se a uma análise simplista de nossos defeitos, ignorando nossas qualidades.


Da mesma forma que crescemos com esse tipo de condicionamento, agimos assim também em nossas relações interpessoais.



?Desde pequenos somos penalizados por nossos erros e, pouco valorizados por nossos acertos.?



Entretanto, para quem ocupa a função de líder, ter esse tipo de conduta com seus subordinados, pode ser absolutamente desastroso. Nenhum técnico leva seu time ao título de campeão, encobrindo as qualidades de seus atletas e colocando a público os seus defeitos. Isso seria o mesmo que colocar um excelente atacante na defesa.


O técnico Bernardinho especifica bem como isso funciona nas inúmeras palestras que ministra pelo país. Basicamente, eis alguns de seus princípios:


? Busque a excelência constantemente, não apenas em um aspecto da vida;


? Não existe topo, não existe um patamar, mas há sempre outra montanha, a ser galgada;


? O líder, não se contenta com o máximo de cada um de sua equipe;


? Você nunca é o melhor. Você está o melhor;


? O importante é ter um plano de ação, para se preciso, modificá-lo;


? Não quer errar? Não faça. Não quer perder? Não jogue;


? Só erra quem dirige.



Gestão por Competências


Nos últimos anos, o mundo corporativo vem passando por inúmeras transformações. Felizmente, uma das mudanças mais significativas foi elevar o status do homem à peça fundamental dentro da organização. Hoje se sabe que o maior capital que uma organização pode reter é o humano.


A partir daí, as organizações passaram a se preocupar em treinar e aperfeiçoar cada vez mais seu contingente. Surgiram os novos líderes e as novas formas de gestão, que pregam a valorização das qualidades e a compreensão dos defeitos.


As organizações começaram então, a se voltar para a implantação de modelos de gestão por competências. E gerir pessoas deve ser uma das maiores competências do líder. Vale lembrar que a gestão por competências transforma conhecimentos, interesses e vontades em resultados práticos. Garantir esta transformação significa ser competente. É importante lembrar que desenvolver competências não significa apontar falhas e erros cometidos pelo profissional, mas sim apresentar sugestões de melhorias. E isto requer extrema habilidade.


O líder deve então ser o condutor dessa transformação, indicando as regras com clareza, as ações com transparência e valorizando o que há de melhor em seu liderado. Há que se colocar também na bagagem para trilhar esse novo caminho, um bom suprimento de flexibilidade, interesse genuíno em aprender, em colaborar e favorecer o crescimento do outro. O momento é de aprendizagem, de revisão de valores, de perceber que há novas formas de se atingir resultados.



?O maior capital que uma organização pode reter é o humano?.



O líder, muitas vezes atua justamente como um facilitador da tomada de consciência deste aprendizado contínuo. Um conhecido tratado oriental sobre estratégia diz o seguinte:


?Se conhecermos o inimigo e a nós mesmos, não precisaremos temer o resultado de uma centena de combates. Se nos conhecermos, mas não ao inimigo, para cada vitória sofreremos uma derrota. Se não nos conhecermos nem ao inimigo, sucumbiremos a todas as batalhas?. 


A busca do conhecimento e, em especial, do autoconhecimento, é, quase que invariavelmente, a chave-mestra para o desenvolvimento de pessoas e das organizações. É preciso, no entanto, realizar um esforço consciente para estar realmente ?aberto? a este conhecimento ? ou passaremos as nossas vidas polindo carros e pintando cercas. A liderança pode ser de um auxílio inestimável a este processo de crescimento pessoal e auto-superação.


Através da troca constante de informações e da avaliação dos resultados, cria-se um ambiente de aprendizado entre as duas partes.



Gestão para a Qualidade


Ao exigirem um novo tipo de líder, o que as organizações estão buscando, é melhorar a qualidade seja ela de atendimento ou produto. As organizações voltadas para a qualidade, dependem dos mesmos princípios da administração para o sucesso, que são:


? Fortalecer os sistemas e processos: ao ver a organização como um conjunto de sistemas e processos interdependentes, os líderes podem entender como os problemas ocorrem e, assim, fortalecer a organização como um todo.


? Motivar a equipe: somente com uma equipe coesa e afinada é possível garantir a qualidade; cabe aos líderes delegarem poderes a seu pessoal, para resolver problemas e recomendar melhorias.


? Basear as decisões em informações confiáveis: ao coletar e analisar dados precisos, oportunos e objetivos, os líderes podem diagnosticar e resolver problemas organizacionais e medir o progresso.


? Demonstrar o compromisso da liderança: quando os líderes de uma organização estão envolvidos com a questão da boa qualidade, todos os demais a adotam como um princípio norteador em seu próprio trabalho.



?Ao exigirem um novo tipo de líder, o que as organizações estão buscando, é melhorar a qualidade seja ela de atendimento ou produto?.




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