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O estudo dos grupos de comportamento e/ou temperamento teve início com os filósofos gregos, no século VI a.C.


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Foi HIPÓCRATES DE CÓS, considerado o ?pai da medicina?, sábio médico grego, quem primeiro classificou os doentes em quatro tipos, ao observar que cada um deles apresentava uma hipertrofia ou um desenvolvimento excessivo de um sistema, ou função, assim, concluindo que o estado fisiológico está intrinsecamente ligado ao comportamento humano. 


Enumerou os quatro aparelhos anatômicos como sendo a base para determinar os temperamentos, tais como: Respiratório (sanguíneo), Osteomuscular (colérico), Nervoso Central (nervoso ou melancólico) e digestivo (linfático ou fleumático).


A partir disso, permitiu-se um conhecimento mais profundo sobre o comportamento humano ao longo do tempo, evoluindo por meio dos romanos, dos árabes, dos astrólogos (Fogo, Ar, Água e Terra), até os estudiosos mais modernos da atualidade.


Temperamento deriva do latim ?temperamentum? de ?tempere?, significando combinarem justas proporções. O temperamento é inato ao homem, é o seu modo de ser produzido pela carga genética.


Assim, os Quatro Grupos de Comportamento Humano decorrem do desenvolvimento natural de estudos balizados. Os seus componentes representam as formas como as pessoas se comportam e relacionam-se entre si.


O sistema DISC atual não se afasta desse contexto. Todas as pessoas apresentam, em sua personalidade, alguma característica do DISC. A combinação e a predominância de um elemento na personalidade e no temperamento da pessoa são o que a torna diferente das demais.


O DISC é uma ferramenta de autoconhecimento baseada em personalidade, desenvolvida por William Moulton Marston, que permite identificar as características comportamentais e emocionais de uma pessoa. Esta ferramenta é amplamente utilizada por empresas, líderes e indivíduos para ajudar a compreender melhor as suas próprias personalidades e dos outros, com o objetivo de melhorar as relações interpessoais e alcançar objetivos de forma mais eficaz. Tenho aplicado o DISC nas mais variadas organizações e meu entendimento é que quanto mais a pessoa se conhece mais ela se potencializa e potencializa as outras pessoas.


Sem a possibilidade de entendermos e compreendermos o contexto no qual a pessoas está inserida, corremos o risco de a julgarmos precipitadamente, em virtude de seu comportamento isolado. Por exemplo: alguém que está parado no trânsito, há mais de duas horas, pode ter uma reação histérica e começar a buzinar e xingar os carros da frente sem que estes tenham culpa do tráfego lento. O motorista do lado, que, por sua vez, está muito calmo diante do cenário, pode pensar: ?Que homem louco, não está vendo que não adianta buzinar!?. Neste momento ele manifestou um comportamento isolado e pontualmente exaltado ou ele é mesmo nervoso ou até mesmo louco? Para sabermos qual das duas hipóteses está correta precisaríamos conhecer a pessoa mais detalhadamente. De qualquer forma, no momento do trânsito, o homem ?louco? estava expressando apenas um comportamento, que não sabemos ainda se faz parte de sua personalidade, já que desconhecemos as situações que o levaram a tal comportamento.


Para que não julguemos uma pessoa que "perdeu o controle" como alguém que "é descontrolado", precisamos saber diferenciar as reações momentâneas daquilo que pode ser considerado permanente nas pessoas.






A personalidade é composta pelo conjunto de características de uma pessoa que explica padrões consistentes de sentimentos, pensamentos e comportamentos. Por isso, o comportamento é uma parte de um todo, sendo uma exteriorização da personalidade. O que faz as pessoas se comportarem de alguma maneira em determinadas situações são os eventos internos e externos do comportamento, que podem ser chamados de forças propulsoras do comportamento humano.


Quais são essas forças e como elas podem impulsionar as suas tomadas de decisões?


A importância da utilização do DISC reside no fato de que muitas vezes não temos consciência de nossos comportamentos, emoções e motivações, o que pode levar a conflitos interpessoais e dificuldades em nossas relações profissionais e pessoais. Ao compreender nossas características comportamentais, podemos desenvolver estratégias para melhorar nossas habilidades de comunicação, relacionamento e liderança. Além disso, o DISC também pode ajudar a identificar as forças e fraquezas de uma pessoa, o que pode ser útil para o desenvolvimento pessoal e profissional.


Ao utilizar o DISC, as pessoas aprendem sobre quatro dimensões principais da personalidade: Dominância, Influência, Estabilidade e Conformidade. Cada dimensão é associada a comportamentos e emoções distintas, e as pessoas tendem a ter uma combinação única dessas dimensões. Ao compreender sua combinação única, as pessoas podem desenvolver uma maior autoconsciência e aprender a lidar com seus comportamentos e emoções de forma mais eficaz.


Outro aspecto importante da utilização do DISC é que ele pode ser aplicado em uma ampla gama de situações, inclusive na vida pessoal e profissional. Por exemplo, em muitas aplicações que fiz puder ver que as empresas podem usar o DISC para ajudar a selecionar colaboradores, desenvolver equipes e gerenciar conflitos. Além disso, os líderes podem usar o DISC para compreender melhor sua equipe e ajudar a melhorar a comunicação e colaboração.


É importante destacar que o DISC traz respostas ligadas às diferentes forças responsáveis pelo seu comportamento, não se trata de uma avaliação de personalidade, mas sim de uma parte dela, já que comportamento é uma exteriorização da personalidade.


Na interação com o mundo, todo ser humano estabelece padrões de comportamento, que, em sua maioria, são automatizados sem perceber e estão relacionados à motivação, que consiste em seus motivos para gerar uma ação, que, por sua vez, estão ligados aos seus processos de tomada de decisão, às facilidades e às dificuldades na realização de algo, aos padrões de relacionamento interpessoal e social e, até mesmo, às emoções observáveis.


O mapeamento desses padrões não só facilita o autoconhecimento, mas também o conhecimento do outro com quem escolhemos nos comunicar, assim, proporcionando uma interação mais eficaz e com mais eficiência com o mundo a partir de uma autogestão de mudança comportamental.


Não existe o pior ou melhor perfil, o certo ou errado, bom ou ruim , cada um de nós temos o DISC em nós , só que com variações e intensidades diferentes e que são validas em um perfil natural, social e adaptado


Quando falamos que estamos diante de um alto D, o DOMINANTE, tem características muito especificas deste perfil comportamental, ligadas a foco em tarefas, orientado a resultados, objetivos, diretos e assertivos


Diante de um alto I, ou seja, um INFLUENTE, tem o foco em pessoas, orientado à comunicação, alegre, sorridente e otimista


Já um alto S ou o ESTÁVEL tem o foco em harmonização, orientado a rotinas, amável, paciente, persistente e quando estamos diante de um alto C, o CAUTELOSO vemos que são indivíduos com foco em fatos concretos, orientado a regras, preciso, lógico e cuidadoso.


Costumo dizer que não devemos rotular as pessoas pelos resultados de seus DISC`s, não faz sentido dizer : ? olha ai , só poderia ser um alto D mesmo para fazer isso?.


O fato é que a busca pelo autoconhecimento maximiza performance individual e consequentemente no coletivo. Investir tempo e dinheiro na busca por se autoconhecer fará entender que está em processo de melhoria e desenvolvimento contínuo e que poderá se tornar uma pessoa melhor, gerenciando seus pontos fracos e potencializando seus pontos fortes.



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