Jack Welch, um dos líderes empresariais mais respeitados de todos os tempos, lançou um livro contando sua trajetória de vida profissional. Logo no início ele relembra uma passagem da adolescência que acredita ter sido determinante para sua forma de dirigir empresas e pessoas. Welch era co-capitão de um time de hóquei sobre gelo, que entrava em campo para disputar o último jogo da temporada. Seu time havia iniciado a temporada ganhando os três primeiros jogos e perdido seis seguintes. Apesar do jogo ter começado equilibrado, os adversários ganharam vantagem na prorrogação, o que deixou Welch frustrado e furioso. Por conta disso, lançou o taco do outro lado da pista, patinou até alcançá-lo e foi para o vestiário, onde os demais componentes do time já estavam tirando os seus patins e uniformes.

Não passou muito tempo quando a porta abriu e a mãe de Welch entrou no local rapidamente, indo direto em sua direção. O silêncio do ambiente era sepulcral e todos pararam com olhar fixo naquela irlandesa de meia-idade e vestido estampado de flores que segurou a camiseta do filho e disse: "Você é um medíocre! Se não souber perder, nunca saberá vencer".
Hoje Welch atribuiu muitas das suas convicções sobre como dirigir uma empresa ao jeito rude e agressivo mas carinhoso e generoso de sua mãe. Entre outras atitudes, ele aprendeu a competir duramente para vencer, enfrentar a realidade, motivar as pessoas com estímulos e sanções, determinar o objetivo que possam ser ajustados à medida que se avança e acompanhar constantemente os funcionários para garantir o cumprimento das tarefas.
Observe que entre os atributos necessários a um líder citados por Welch está o de motivar as pessoas. Isso porque o verdadeiro líder não apenas forma e desenvolve equipe mas transmite a elas credibilidade, oferecem a colaboração necessária, fortalecem seus colaboradores ao delegar poderes, capacitam, inspiram e motivam pessoas.
Mas nem sempre é assim. Uma pesquisa realizada no Brasil pela o Gallup Organization em onze regiões metropolitanas revelou que somente 21% dos profissionais entrevistados são considerados "engajados? ou satisfeito com o seu trabalho, produtivo, leal, propulsor da inovação, capaz de movimentar a organização por meio de críticas construtivas e com níveis consistentes de alto desempenho. Os demais resultados são desanimadores: 18% dos entrevistados foi considerado "ativamente desengajado", ou seja, são aqueles que mantém frequentemente uma postura negativa em relação ao trabalho e a seus superiores e muitas vezes são os responsáveis por destruir o valor criado por seus colegas dentro de uma organização e 61% foi considerada simplesmente ?não engajada? ou não estão psicologicamente comprometidos nem com trabalho nem com a organização, visando apenas atingir os objetivos solicitados sem cometer nenhum tipo de ousadia ou riscos. São profissionais que na primeira oportunidade surgida largam a organização sem problema algum.
Para Gustavo Oliveira, Country Manager da Gallup Organization no Brasil, os números obtidos com a pesquisa na realidade devem funcionar como um alerta às empresas e a seus líderes, revelando a importância do gerenciamento eficiente de pessoas.
?O verdadeiro líder não apenas forma e desenvolve equipes, mas transmite a elas credibilidade, oferece a colocação necessária, fortalece seus colaboradores ao delegar poderes, capacita, inspira e motiva pessoas.?
Se por um lado, a maior causadora do não engajamento dos colaboradores é a falta de motivação, por outro não é tarefa fácil manter uma equipe sempre motivada e disposta a encarar novos desafios.
Neste momento, o ideal é valer-se dos princípios da motivação das pessoas que se baseia em 6 premissas: estimular a autoestima, ser participativo, focalizar fatos e não pessoas, dar reforço, ouvir e fixar metas.
Primeiramente é necessário entender o que é autoestima, o que pode ser resumido em o que a pessoa pensa e sente de si mesma. Quando uma pessoa está com sua autoestima elevada ela tem a sensação de ser capaz de vencer qualquer obstáculo, sentindo-se competente; caso contrário, quando sua autoestima está baixa ela se sente incompetente e incapaz de realizar o que lhe é proposto. Embora a autoestima se forme ainda na infância, nossos relacionamentos pessoais e profissionais podem fazer com que ela seja fortalecida ou enfraquecida e é nesse sentido que os gerentes têm grande responsabilidade junto a seus colaboradores.
É importante lembrar que pessoas com autoestima elevada são mais proativas, mas Independentes, assumem maiores responsabilidades para si são mais corajosas.
Uma boa forma para manter a autoestima dos colaboradores é seguir os seguintes espaços:
Aliado a isso, o líder deverá sempre pedir opiniões, delegar tarefas e responsabilidades, treinar, capacitar e desenvolver seus colaboradores, compartilhar informações, Celebrar êxitos e admitir quando estiver errado.
Ser participativo é criar um ambiente mais cooperativo contribuindo para a formação de um verdadeiro "time". É também demonstrar interesse, compartilhar, ajudar e tomar parte e, fator fundamental sempre valorizar as novas ideias.
Isso significa que, quando algo errado acontecer, o líder deverá concentrar-se na ação específica e jamais na pessoa que o cometeu. Misturar os fatos com as pessoas pode provocar sentimentos defensivos e, consequentemente, a desmotivação. Quando se focaliza o fato ou o resultado, torna-se mais fácil a compreensão do ocorrido. Para isso, o gerente deverá descrever a situação na qual se observou a ação; descrevê-la, sem pareceres de valor pessoal; ser específico e descrever o impacto da ação.
Dar reforço significa agir de forma a dar continuidade a ação positiva de alguém, com o objetivo de que ela se repita sempre. Os reforços positivos aumentam a frequência do comportamento desejável até que ele se incorpore, tornando-se um hábito.
Saber ouvir é uma arte e um fator dos mais importantes para quem quer manter efetiva a linha de comunicação com seu grupo. Ao ouvir seu colaborador, você o estará encorajando e inspirando confiança.
Algumas vezes a causa de seu grupo de lhe apresentar os resultados desejados pode ser a não fixação de metas. Lembre-se que as metas devem ser fixadas por escritos e devem ser S. M. A. R. T. - específicas, mensuráveis, alcançáveis, relevantes e temporais, começando sempre pelo que é prioritário.
---