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Você já se sentiu excessivamente cansado, com a impressão de que mal a semana começou e já está esgotado, sem forças para executar até mesmo as tarefas mais rotineiras, que até pouco tempo atrás fazia ?de olhos fechados?? Pois saiba que você não é o único: as queixas relacionadas à sobrecarga de trabalho atingem a maioria dos profissionais, independentemente das funções que ocupam.



Foto de Tara Winstead



Segundo Ana Maria Rossi, Ph.D, presidente da ISMA-BR, International Stress Management Association no Brasil e organizadora do livro ?Stress e Qualidade de Vida no Trabalho ? Perspectivas atuais da saúde ocupacional? (Editora Atlas), o excesso de tarefas aliado à pressão pode ter um efeito devastador no organismo.


Um estudo feito com 586 pessoas pela ISMA, associação especializada em estudar o estresse e suas formas de prevenção, detectou quatro principais causas de tensão nos profissionais, sendo a primeira delas a sobrecarga de trabalho, seguida do medo de perder o emprego, falta de controle e, finalmente, dificuldade para administrar o tempo.


Para os especialistas, saber lidar com a sobrecarga de trabalho é, acima de tudo, um desafio que depende da vontade de cada um. E o primeiro passo é saber impor limites: a si mesmo, aos superiores, aos subordinados e aos colegas de trabalho.


Outro aspecto muito importante para não ser consumido pela sobrecarga de trabalho é a organização. Isso inclui não apenas organizar papéis e documentos, mas acima de tudo administrar sua agenda, determinando o que é realmente prioritário e deve ser executado com urgência. O ideal é fazer uma lista de tarefas, atribuindo um valor a cada uma delas. Em seguida, deve-se começar por aquilo que é urgente e depois para o que é importante sem, entretanto, acreditar que conseguirá executar mais de uma tarefa de uma vez.


Aprender a delegar e dividir as tarefas é outra forma de conseguir superar os problemas decorrentes da sobrecarga de trabalho. Erroneamente, algumas pessoas acreditam que quando dividem ou delegam tarefas estão colocando em risco seu próprio emprego. Entretanto, a prática demonstra que quem sabe trabalhar em equipe obtém melhores resultados, não apenas profissionais como pessoais, tornando seu trabalho diário mais prazeroso.


Finalmente é importante saber equilibrar as obrigações profissionais com a vida pessoal, dividindo seu tempo para que haja espaço para o lazer, o esporte, a alimentação saudável e

tudo mais que lhe dê prazer.



Burnout ou Síndrome do Esgotamento Profissional


As frequentes queixas de sobrecarga de trabalho têm chamado tanto a atenção que, no início dos anos 70, o psicanalista norte-americano Herbert Freudenberger batizou a nova síndrome de ?burnout? ou síndrome do esgotamento profissional. Seus principais sintomas são a exaustão física e mental, a falta de perspectivas, a apatia e a ineficiência no trabalho.


Embora acometidos por esses sintomas, profissionais que sofrem de ?burnout? em geral não são faltosos, ao contrário, por medo de perder o emprego estão fisicamente presentes, mas mentalmente ausentes, o que pode ser extremamente danoso tanto para a empresa quanto para o funcionário.


Para os estudiosos do assunto, o ideal é que o profissional que sofre do problema procure o quanto antes a ajuda de um terapeuta.


Além disso, como afirma o professor de saúde pública da Universidade Monash, da Austrália, Brian Oldenburg, cabe às empresas colaborar com o profissional com iniciativas que vão além dos programas antiestresse.


Nesses casos, o professor defende que haja uma mudança significativa nos ambientes de trabalho e que a empresa faça abordagens individuais, detectando assim os problemas mais graves. Caso contrário, os prejuízos podem ser grandes para todos, empresas e profissionais.


Segundo Oldenburg não é difícil detectar quando um profissional está sendo vítima do ?burnout?, pois seus sintomas são claros:




Dicas Práticas


Embora a sobrecarga de trabalho seja uma queixa frequente dos profissionais, é difícil a empresa detectar onde estão os profissionais queixosos. Cabe então ao líder observar com atenção seus colaboradores e perceber as verdadeiras causas do baixo rendimento da equipe. Para tanto, o líder deve questionar-se:



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