Tudo ao nosso redor sugere urgência, velocidade e exigência. Em contrapartida, por mais que nos multipliquemos em várias pessoas, ainda assim não temos tempo!
Não temos tempo para a demanda do nosso trabalho, não temos tempo de ler todos os livros que queremos, de assistir todos os filmes que nos interessam, nem tempo para atender todas as ligações que recebemos, responder tantos e-mails e curtir milhares de fotos nas redes sociais.
Muitos de nós, não temos tempo para dormir as horas que desejamos, e muito menos de estar ao lado das pessoas que amamos. De verdade, mal temos tempo de ler este artigo até o final se não dermos prioridade a ele não é mesmo?
Pensando em tudo isso, eu decidi entender o que foi que aconteceu com o nosso tempo? Nós precisamos interpretar o que o tempo é de fato para nós, e desta forma, você poderá compreender a metodologia de gerenciar seu tempo com mais aplicabilidade. Uma vez que temos consciência do tempo, podemos utilizá-lo melhor.
O jornalista e cineasta Arnaldo Jabor, em entrevista disse: O tempo é uma invenção de seres viventes. Porque se não houvesse nenhum ser vivo que contasse as horas, que contasse os anos e esperasse pela velhice e sua morte, não haveria tempo.
Se não existisse nenhum humano e somente o espaço, como é que haveria o tempo estipulado, esse que contamos nos relógios e nos calendários?
O ser humano inventou o tempo Chronos, e o repartiu por anos, meses, semanas, dias, horas, minutos, que antes foram infinitamente divididos por segundos, milésimos de segundos e...
Obviamente que o tempo já existia antes da humanidade, pois foi preciso tempo para que a humanidade pudesse acontecer, um tempo denominado de AION (divino). Todavia, a pergunta que não quer calar é:
Quanto tempo será que a humanidade demorou para ter consciência do tempo? Como os seres humanos começaram a medir o tempo? Um tempo medido e fragmentado que hoje nos falta.
Tudo começou nas primeiras civilizações, em que a humanidade decidiu medir o ano pela posição do sol, em que a noite, as estrelas voltavam para a mesma posição. Logo, o ano solar tornou-se uma maneira quase universal de contar o tempo.
As passagens das estações, outono, inverno, primavera e verão também entraram em cena na hora da medição, sem contar o cair da noite, o amanhecer que trazia o sol novamente. Consequentemente, era preciso esperar outra vez (o tempo) para o próximo nascer do sol, o próximo inverno, o próximo dia e a próxima noite.
O tempo caiu à consciência do ser humano, prontamente, eles entenderam que deveriam plantar sementes e esperar a estação certa de colhê-las. Daí surgiu a invenção da agricultura, entretanto não foi o suficiente, então pescar, cultivar animais para se produzirem, e se desenvolverem predadores tornou-se uma segunda opção, enquanto o tempo da colheita não chegava.
A percepção do tempo surgiu, e tudo era baseado no tempo de cada coisa, inclusive no nascimento dos filhotes dos animais de cultivo.
A revolução Neolítica
A revolução neolítica deu as caras e mostrou a grande possibilidade de agir no presente sobre o futuro. E isso foi extraordinário, afinal de contas tudo o que fazemos hoje sempre irá repercutir no amanhã.
Não demorou muito para os primeiros instrumentos tecnológicos de medir o tempo aparecessem, sobretudo na civilização Grega, uma vez que era necessário fornecer o mesmo tempo da palavra para os acusados e defensores de algum caso político social. E naquele momento, a contagem por meio do sol e da lua era totalmente ineficaz. Foi assim que obtivemos a clepsidra e a ampulheta, por exemplo.
O interessante era que as pessoas não viviam o mesmo tempo. Um agricultor que vinha do campo para vender seus frutos vivia no ritmo estacional (estações do ano), baseado em seu trabalho agrícola, enquanto o padre que vivia na igreja, geralmente numa cidade, tinha o ritmo litúrgico, logo havia uma diversidade de horários. Alguma semelhança com os tempos atuais?
Toda não é mesmo?!
No decorrer do tempo, recebemos o dispositivo mais moderno, o relógio. Daí então o dia passa a ter 24 horas fixas, entre a hora do nascer do sol e do pôr do sol. 24 horas que para muitos, é bem pouco diante de tudo que precisamos realizar.
O capitalismo tem tudo a ver com isso!
A sociedade industrial, a partir do século 19, impõe agora um ritmo excessivo, disciplinado e exigente de horários fixos e metas de produção. O relógio de ponto se instala como regra, em que o funcionário entrava na firma batia o seu ponto, vendia o seu tempo em troca de um salário e depois batia o ponto e ia embora. Nasce então o que chamamos de vida cotidiana, ou rotina.
Hoje temos dois fatores universais, o calendário e os algarismos. Ou seja, todos nós partilhamos o mesmo calendário dividido em 24 horas, em que uma hora tem 60 minutos e cada minuto 60 segundos. Isso é uma invenção humana. Por este motivo, Santo Agostinho em seu livro ?Confissões XI? questionava: O que é, pois o tempo?
Há mais de 3.500 anos atrás, a Astronomia Babilônica instaurou a contagem de 24 horas por dia, e não em 30, 15 ou 100 horas por dia, por exemplo. E permanecemos nesta divisão até hoje.
Isso prova que o dia poderia ter 60 horas se a astronomia babilônica assim tivesse declarado... Como o tempo não existe de fato, mas foi uma invenção humana, exceto pelo tempo Aion (que se refere ao tempo) isso explica o porquê: Um dia para Deus é como mil anos, e mil anos como um dia. (2 Pedro 3:8).
Não existe tempo, mas existe medição!
O cosmólogo e físico Luiz Alberto Oliveira disse: O relógio mecânico e a sua disseminação foram mais revolucionários do que a pólvora que mudou o movimento, do que o papel que mudou a memória e do que a bússola que mudou o espaço, porque o relógio mecânico mudou o tempo para sempre!
Crescemos, evoluímos e nos tornamos os ?donos do mundo?, mas não do nosso próprio tempo. Todavia, temos uma diversidade de instrumentos para poupar o tempo, como o telefone, o avião, o carro, e até computadores que nos permite evitar as antigas cartas ao enviar um e-mail.
Temos instrumentos de enriquecer o tempo como rádio, televisão, DVDs, vídeos games. Instrumentos de ?estocar o tempo? como CDs, notebooks, e secretárias eletrônicas, e por fim temos os instrumentos de programar o tempo como despertadores, cronômetros e agendas eletrônicas. Mas mesmo assim, com todas essas facilidades, continuamos sem tempo, esperando pela próxima urgência.
As coisas estão ficando cada vez mais rápidas, e mais rápidas. Mal conseguimos apreciar ou sequer perceber as nuvens do céu, o barulho do avião ou o soar do martelo que bate na madeira na construção ao lado.
Não percebemos mais o cantar dos ?pássaros suburbanos? nas manhãs corridas, nem o barulho dos balões no domingo de manhã, entre outros espetáculos que a natureza nos proporciona e nós nem notamos, porque vivemos com um fone nos ouvidos ou distraídos com as preocupações do tempo curto.
Vemos nossos filhos nascendo, e crescendo numa velocidade assustadora, e como num piscar de olhos, quando olhamos para eles, já estão indo para a universidade, se casando ou saindo de casa.
Não temos tempo de brincar com eles em sua infância, e agora talvez, eles não tenham mais tempo para nós, os pais que já estão velhos e que não entendem muito sobre tecnologia ou seus assuntos modernos.
Tempo, tempo, tempo...
No fim, o que nos resta e olhar para o passado e pensar: ?Ah, se eu pudesse voltar no tempo, teria sentado mais vezes na sala com meus avós, que hoje não estão mais aqui?.
Teria desacelerado para aproveitar mais a minha juventude, os meus filhos ou aquela casa que tanto amei e hoje se tornou prédio. Se eu pudesse voltar no tempo...
Iria mais vezes a minha sacada sentir a brisa da tarde, ver o movimento da rua e observar as poucas casas avarandadas que estão desaparecendo dia após dia. Separaria um tempo para ouvir as histórias das pessoas mais velhas cheias de sabedoria da minha família.
Se eu tivesse mais tempo, teria saído das redes sociais e passado mais tempo no chão da sala com meus filhos, teria jantado mais devagar ao lado de quem amo, teria ao menos me sentado á mesa... Teria abraçado demoradamente, caminhado mais vagarosamente até o ponto de ônibus e não me preocuparia tanto com o amanhã, que por sinal ainda nem existe.
Obviamente, faria planos promissores para o futuro, e para isso deixaria de gastar tempo com coisas supérfluas. Criaria uma rotina que me proporcionasse realizar tudo que faria se, eu tivesse mais tempo.
No final, como cantou Titãs ? Epitáfio:
No fim, o que nos resta e olhar para o passado e pensar: ?Ah, se eu pudesse voltar no tempo, teria sentado mais vezes na sala com meus avós, que hoje não estão mais aqui?.
Teria desacelerado para aproveitar mais a minha juventude, os meus filhos ou aquela casa que tanto amei e hoje se tornou prédio. Se eu pudesse voltar no tempo...
Iria mais vezes a minha sacada sentir a brisa da tarde, ver o movimento da rua e observar as poucas casas avarandadas que estão desaparecendo dia após dia. Separaria um tempo para ouvir as histórias das pessoas mais velhas cheias de sabedoria da minha família.
Se eu tivesse mais tempo, teria saído das redes sociais e passado mais tempo no chão da sala com meus filhos, teria jantado mais devagar ao lado de quem amo, teria ao menos me sentado á mesa... Teria abraçado demoradamente, caminhado mais vagarosamente até o ponto de ônibus e não me preocuparia tanto com o amanhã, que por sinal ainda nem existe.
Obviamente, faria planos promissores para o futuro, e para isso deixaria de gastar tempo com coisas supérfluas. Criaria uma rotina que me proporcionasse realizar tudo que faria se, eu tivesse mais tempo.
No final, como cantou Titãs ? Epitáfio:
No fim, o que nos resta e olhar para o passado e pensar: ?Ah, se eu pudesse voltar no tempo, teria sentado mais vezes na sala com meus avós, que hoje não estão mais aqui?.
Teria desacelerado para aproveitar mais a minha juventude, os meus filhos ou aquela casa que tanto amei e hoje se tornou prédio. Se eu pudesse voltar no tempo...
Iria mais vezes a minha sacada sentir a brisa da tarde, ver o movimento da rua e observar as poucas casas avarandadas que estão desaparecendo dia após dia. Separaria um tempo para ouvir as histórias das pessoas mais velhas cheias de sabedoria da minha família.
Se eu tivesse mais tempo, teria saído das redes sociais e passado mais tempo no chão da sala com meus filhos, teria jantado mais devagar ao lado de quem amo, teria ao menos me sentado á mesa... Teria abraçado demoradamente, caminhado mais vagarosamente até o ponto de ônibus e não me preocuparia tanto com o amanhã, que por sinal ainda nem existe.
Obviamente, faria planos promissores para o futuro, e para isso deixaria de gastar tempo com coisas supérfluas. Criaria uma rotina que me proporcionasse realizar tudo que faria se, eu tivesse mais tempo.
No final, como cantou Titãs ? Epitáfio:
Devia ter amado mais
Ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais
E até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer
Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr
Devia ter me importado menos
Com problemas pequenos...
E para nós vivenciarmos um pouco do que essa canção nos declara, é bom desligarmos todas as telas e olhar para o céu de vez em quando.
Nem todos os filósofos, escritores, religiosos, pensadores e professores do mundo todo são capazes de dizer o que é o tempo, a única coisa que se sabe, é que ele é um instante!
Por isso, a minha missão como profissional é lhe ajudar a gerenciar o seu tempo, a fim de que você atinja as suas metas e tenha mais tempo para viver a vida que passa tão depressa.
Que eu posso dizer a você, é que eu tentado, a cada dia, ser melhor e gerir meu tempo de forma que eu possa fazer estas coisas cada vez mais.
Já não tenho carro, não tenho casa, não tenho sítio e tantas outras coisas, para ser mais do que ter. Viver mais do que sobreviver. Estar mais presente que ausente.
Não é fácil, mas não é impossível!
Vou morrer buscando ser melhor.
Reflita sobre isso, estamos chegando ao final dessa temporada sobre o tempo. Semana que vem teremos o último episódio, portanto não deixe de ler.
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