Em meio a crises, líderes experimentaram momentos de solidão e medo.
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Foto de Miguel Á. Padriñán
Se há uma certeza em meio às crises que nos são apresentadas no cotidiano, é que nós os líderes experimentaremos momentos de solidão e medo.
Engana-se aquele que idealiza o Líder que em meio às graves crises, que aqui chamo de "fator crise", não sente solidão e ou experimenta o medo.
De acordo com a Annie Dymetman, Dra em Sociologia pela USP, nós os líderes, sempre estamos ensanduichados entre aqueles que precisam de nossa liderança e aqueles a quem temos que prestar contas.
E é exatamente no encontro desta posição sanduíche e do fator crise que podemos destacar alguns tipos de líderes:
1. Aqueles que vivem em constante crise e seu mundo interno é caótico, quando aparece o fator crise, não tem condições emocionais de suportar seu time e acaba por utilizar seu próprio caos interno para pressionar seus liderados, potencializando ainda mais o fator crise.
2. Aqueles que em meio ao fator crise, se justificam diante dos superiores colocando a culpa em seus colaboradores e para demonstrar sua pseudo-autoridade, elegem alguns ?bodes expiatórios? como expiadores da culpa.
3. Aqueles que em meio ao fator crise tem a capacidade de se perceber, dar nomes à solidão e ao medo, mas diante de seus liderados se mantém sereno e ajudando a dissipar o fator crise, eles sabem quem são e o papel que desempenham de arrimo da equipe. Esse contraste é o que a Dra Annie Dymetman chama de Dissonância Cognitiva, onde a todo momento precisamos fazer esta negociação dentro de nós mesmos e nos autorregularmos. Esta é uma poderosa forma de lidar com o fator crise.
Não há outro caminho para esta autorregularão, senão a partir desta incrível viagem para dentro de cada um de nós, viagem esta chamada de Autoconhecimento.
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